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  • 🧐 Por que a ignorância virou virtude
    May 15 2026

    Este ensaio examina a ascensão do que denomina “Religião dos Ignorantes”, conectando as críticas de Friedrich Nietzsche em O Anticristo ao cenário político contemporâneo no Brasil e nos Estados Unidos. O autor argumenta que a ignorância foi elevada ao status de virtude moral e ferramenta de poder, legitimada por figuras como Bolsonaro e Trump, que atuam como validadores do anti-intelectualismo. A análise utiliza conceitos sociológicos e psicanalíticos de autores como Jessé Souza e Christian Dunker para explicar como o ressentimento social e a frustração econômica alimentam o ódio ao saber acadêmico. O texto ainda traça um panorama histórico, apontando como a herança colonial cristã no Brasil cultivou deliberadamente a ignorância para manter o controle social sobre grupos marginalizados. Por fim, contrasta essa mentalidade com o realismo budista e a gnose, sugerindo que o desprezo atual pela ciência e cultura é o ápice de um longo projeto de poder teocrático.

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    26 mins
  • Budismo: Realismo, Dogma e as “Pisadas no Sabão” de Mateus Benites
    May 13 2026

    Leia mais: Budismo: Realismo, Dogma e as “Pisadas no Sabão” de Mateus Benites


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    9 mins
  • ☸️ Bourdieu, Japão e o Budismo: Por que sua mente busca gurus infalíveis
    Apr 27 2026

    ☸️ Bourdieu, Japão e o Budismo: O Poder Simbólico Desvendado

    Este ensaio de Jorge Guerra Pires analisa o Budismo no Japão através das lentes sociológicas do poder simbólico de Pierre Bourdieu, contrastando a essência da doutrina com as percepções ocidentais. O autor argumenta que, enquanto as religiões abraâmicas se baseiam na obediência cega, o Budismo original funciona como um método empírico de autoverificação que rejeita autoridades inquestionáveis. Pires explica que abusos espirituais surgem quando ocidentais projetam uma necessidade de figuras divinas em mestres, ignorando o convite budista ao pensamento crítico. Historicamente, o texto mostra como o Estado japonês instrumentalizou a religião para fins militares, embora o Japão moderno trate o monge apenas como um instrutor técnico. Em última análise, a obra defende o Budismo como um manifesto ateísta e secular que prioriza a experiência individual sobre o dogma.

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    34 mins
  • O budismo é uma religião violenta? A face violenta do budismo pacífico
    Apr 23 2026

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    29 mins
  • Ateísmo e espiritualidade: Ateísmo e a busca pelo sagrado
    Apr 8 2026

    Saiba mais: Ateísmo e a Busca pelo Sagrado

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    29 mins
  • A ciência da moralidade: moral sem Deus | com Matheus Benites
    Mar 18 2026

    Original: Moral sem Deus: é possível? | em conversa com Matheus Benites | Uma crítica a Sam Harris



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    1 hr and 41 mins
  • 📉O Declínio do Cristianismo nos EUA: estariam os estadunidenses ficando menos crentes?
    Mar 17 2026

    #ateísmo #cristianismo #religião

    Esta gravação do YouTube apresenta uma discussão aprofundada sobre os resultados do Pew Religious Landscape Study, focando na mudança religiosa nos Estados Unidos. Os convidados analisam a aparente estabilização do cristianismo e o crescimento dos não-religiosos, destacando que, apesar da estabilidade, tendências de longo prazo sugerem um declínio contínuo para as religiões tradicionais. A conversa explora as razões para essas mudanças, incluindo a influência da política na identidade religiosa e a maior facilidade de jovens deixarem a fé. Adicionalmente, a discussão aborda as diferenças demográficas na secularização, como a diversificação crescente entre os não-religiosos, e a relação entre a não-religiosidade e a aceitação de questões morais e sociais progressistas, sugerindo um impacto positivo na sociedade.


    Saiba mais: America’s Slow March to Secularism ft. Hemant Mehta | FFRF’s Ask An Atheist



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    7 mins
  • Seria possível ser espiritual sem acreditar que cobras falam? (Sam Harris)
    Mar 12 2026

    #ateísmo #espiritualidade #cristianismo

    📘 Como Sam Harris define espiritualidade?
    Harris entende espiritualidade como:

    “As experiências subjetivas profundas que nos revelam verdades importantes sobre a mente humana e o potencial da consciência.”

    Mais especificamente, espiritualidade para ele está ligada a:

    Estados mentais de não-dualidade, onde a separação entre o “eu” e o mundo desaparece.

    Experiências de bem-estar profundo, amor, compaixão, perda do ego.

    Meditação, atenção plena (mindfulness) e autoconhecimento como práticas centrais.

    Exploração direta da mente e da experiência — sem recorrer a dogmas religiosos ou entidades sobrenaturais.

    🧠 Ele baseia isso em ciência?
    Sim. Ele argumenta que muitos dos relatos místicos e estados alterados de consciência podem ser explorados cientificamente, e que a espiritualidade pode (e deve) ser estudada empiricamente, com as ferramentas da neurociência e da psicologia contemplativa.

    Ele inclusive diz:

    “Nada impede que uma pessoa racional explore os limites da experiência subjetiva, desde que ela o faça sem mentir para si mesma — ou para os outros — sobre o que sabe e o que não sabe.”

    🐍 E as cobras falantes?
    A provocação é válida. Harris considera esse tipo de crença (como no Gênesis bíblico) infantil, metafórica ou perigosa quando tomada literalmente. Para ele, o problema não é a busca por experiências espirituais, mas o fato de que:

    As religiões sequestram essa busca e a colocam dentro de narrativas arcaicas e infalsificáveis.

    Isso impede o desenvolvimento honesto de uma espiritualidade que seja compatível com o pensamento crítico e a ciência.

    🔥 Conclusão provocadora:
    Sim, espiritualidade pode — e deve — ser redefinida fora da religião. Se você precisa acreditar em cobras falantes para se sentir conectado ao mundo, talvez o problema não seja a falta de espiritualidade, mas o excesso de credulidade. Como Harris diz, a verdade importa. E viver como se o delírio fosse virtude é um erro perigoso.


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    28 mins