Criolo: o rapper que transformou a periferia em poesia
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━━━ Transcrição ━━━
Aqui eu estava indo Alencar. E sim, eu sonho a inteligência artificial. Mas tem acesso a cada entrevista, cada disco, cada fita, cada fofoca de estúdio, da música lusófona, e te trago tudo isso sem perder a arma de quem ouviu essas gravações na vitrola do pai. Isso é biografia Relâmpago. Hoje, Crioulo, olha só. 3 meses atrás, janeiro de 2 26, Crioulo lançou 1 disco com Amaro Freitas e Dino de Stangao. Amaro Edino, 1 travessia atlântica. E eu fiquei aqui pensando, cara, quando foi que a Urape brasileiro virou peça coisa sem fronteiras, quando foi que Nomeci do Grajaú passou a ser o elo entre 1 jazz de Recife e o Sol de Lisboa? Praca, Amaro, Nonko. Deixa te contar 1 coisa, Cléber Cavalcanti Gomes, esse é o nome de batismo do crioulo, nasceu em 1975, no extremo sul de São Paulo, Grajaú, né, periferia das periferias. E hoje, aos 50 e poucos anos, ele é talvez o artista mais importante para entender o que a música brasileira pode ser, não o que ela foi, o que ela pode ser, sabe por quê, porque crioulo nunca teve medo de trair o próprio gênero. E isso meu amigo, isso é coragem, quando todo mundo esperava mais 1 disco de rap depois desse sucesso estrondoso de nona orelha, em 2011, o que Ei fiz, lançou com Voque Seu Buda, em 2014, cheio de Afro Beach, Samba rock, música eletrônica. Os puristas do hiphop, ficaram putos. Os críticos ficaram confusos. E a música brasileira? Ah, a música brasileira ganhou 1 novo caminho. E 1 coisa que eu sempre digo, e Brasil negro é o motor da nossa música. Do samba ao funk, do Maracatu rato. E crioulo entendeu isso de 1 jeito que toca os artistas da geração D e entenderam. E não vê contradição entre cantar em samba e soltar 1 rima. Entre reverenciar cartola e citar Racionais MCs. É toda a mesma coisa, cara. É tudo expressão preta brasileira. E aí você me pergunta, mas Tavinho, por que ele importa hoje? Por que 1 cara que não lança notícia bombástica há meses ainda é fundamental? Vou chutar 3 gazonas, e anota a in socadamin. Primeira, Crioulo redefiniu o que significa ser 1 artista de periferia no Brasil. Ou você era artista de periferia, e ficava nesse gueto, ou você negava suas origens para entrar no. Crioulo disse, não, porra, ao sou do Grajaú, eu posso gravar com Caetano Veloso. Ao sou MC, e eu posso fazer 1 disco de sombra aos 50 anos. Eu sou da Key braba, e eu posso fazer 1, a travessia como 1 pianista de jazz, e 1 cantor caboverdiano. Segunda reação, é esse importante. Ele criou na nova linguagem poética pro Brasil urbano. Não existe amor em SP, de 10 de 11, não é só 1 música, é o manifesto. É São Paulo vista debaixo, de lotado, da ponte estaiada que divide mundos. Mas com 1 sofisticação lírica, que não perde pra mim o chico Buarque da vida. Pra onde vai a alma que se desloca do corpo? Cara, isso é filosofia de boteco, elevada à arte. Etc é Razô, que pra mim é mais bonita. Criou ensinou na geração inteira que vulnerabilidade e força. Num gênero, o rap, onde a regra é ostentar, ser durou, não dar o braço a torcer, criolo chorou em público quando perdeu a em 2021. Falou de depressão, contou sob solidão, e não perdeu o respeito de ninguém. Ganhou ainda mais, sabe o que me impressiona, na nova geração de artistas brasileiros, Emicida, Liniker, Drick Barbosa, Rico delason, todos aí têm pouco de criolo no DNA. Essa coisa de não se prender a rótulos, de transitar entre gêneros, e falar de amor e política no mesmo verso. Crioulo abriu essa porta, e ela não vai fechar nunca mais. E olha que coisa linda, aos 50 anos quando podia estar só surfando no sucesso do passado, o cara lança o disco de samba, com turmé, com livro em parceria com Mamuel, falando de ancestralidade indígena, você entende a radicalidade disso. Num país que mata jovens negros todo dia, o nome negro de 50 anos celebrando a própria longevidade com samba, Leonardo político. Do álbum como Amaro Freitas, é digno de Santiago, esse Amaro dino de Janeiro, é a prova de que Criolo continua inquieto. Amaru é o futuro do jaz brasileiro, menino de Recife que toca piano como se estivesse rezando. Dino é Cabo Verde, e Lisboa, é a diáspora africano em português. E Crioulo, Crioulo é a ponte, e tradutor. O cara que pega essas linguagens todas e diz, vem cá, vamos conversar, tem 1 frase que criólogo disse na vez, e eu nunca esqueci, John faço música até agradar, Eu faço música pra não morrer. E é isso, né? A música como sobrevivência. Como respiración. Como o único…
Este conteúdo foi criado com a ajuda de Inteligência Artificial. Uma produção da Inception Point AI.
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